Revendo a Religião

05/04/2010

A (Verdadeira) Face de Cristo

Novas discussões acerca da legitimidade do Santo Sudário estão sendo erigidas. Recentes recursos tecnológicos buscam esculpir virtualmente a face daquele que muitos crêem ser o procurador terreno do todo-poderoso homem invisível, o messias que veio à Terra com o santo intuito de abocanhar mentes inertes para alicerçar o início de um império repugnante, desprezível, execrável.

O Santo Sudário, que não passa de um artefato fabricado pela própria igreja na Idade Média, pincela falsamente sobre um rico tecido de seda (ora, vejam, um pobre pregador, que renegou quaisquer riquezas, teve como última vestimenta um lençol do mais rebuscado tecido disponível!) os rascunhos de um homem que traria mais paz à humanidade se tivesse encarcerado seus ideais egoístas em sua mente perversa. As palavras proferidas por esse (more…)

Anúncios

03/11/2009

Dos Dogmas Sobre Deus (Parte Final)

Deus é Eterno

“Deus não tem princípio nem fim”

Lendo-se o dicionário Houaiss, pode-se ter como uma das definições do vocábulo “invenção” o seguinte: “coisa imaginada que se dá como verdadeira; invencionice, fantasia”. Uma invenção, seguindo-se o contexto, é uma ideia fabricada, elaborada por uma mente realmente dotada de grande capacidade de abstração, mas que, como o próprio conceito diz, não passa de uma fantasia.

Assim é a invenção de Deus.

Deus não existe. Nunca existiu. Como algo que nunca foi de fato concebido pode ter princípio ou fim? A ideia é paulatinamente inconcebível! Deus passa a não apresentar limites devido a um pensamento estratégico da Igreja. Se houvesse uma limitação do poder ou da amplitude de Deus, nada mais poderia ser a ele atribuído. Para se alterar um plano fechado, um conceito com delimitações definidas, é necessário fazer intervenções, e, indubitalvemente, intervenções acabam criando inquirições de pessoas contrárias a tais atos! Se Deus fosse limitado, e a Igreja posteriormente quisesse ampliar sua magnitude, perguntas seriam levantadas, havendo um risco iminente de diminuição de credibilidade.

Para evitar altercações, a Igreja simplesmente retirou quaisquer limites de Deus: o homem-invisível passa a ser o tudo e o nada, o céu e a terra, o começo e o fim. Assim, tudo pode ser atribuído a Deus. Excluindo-se limites, Deus pode ser encontrado na cura milagrosa do câncer e também no crescimento magnífico da flor do campo, no nascimento de um novo ser e na formação de figuras curiosas nas nuvens, no calor do centro da Terra e na ausência de oxigênio em outros planetas. Deus passa a ter valores conflitantes, controversos, pleiteando o direito de ser tudo e nada simultaneamente! Colocando-se Deus em todo e qualquer lugar, perguntas são silenciadas, o poder de controle sobre o povo torna-se mais fácil e a prosperidade da Igreja segue sempre a pleno vapor.

Deus, de fato, não pode ter princípio nem fim. Deus é uma lenda, uma criação, um produto de um pré-consciente fantasioso, imaginativo. O homem-invisível é (more…)

15/05/2008

O Novo (Anti) Cristo

Um questionamento despontou em minha mente: se Jesus Cristo, pregador afincado, exímio político e controlador de grandes massas populacionais submissas de fato existiu, é aceitável que em mais de dois mil anos algum outro pregador conseguiria reunir características semelhantes, ou até mesmo, de certo modo, superiores.

Então, quem seria esse novo messias, essa nova criatura tocada pelo homem-invisível? Um papa, um pastor, talvez um missionário ou um novo santo?

Não, nenhum desses.

Certamente, qualquer cristão encontraria uma (falsa) dificuldade em achar um substituto para o “senhor Jesus”, mas creio que também conseguiriam enumerar vários candidatos que poderiam receber o título de “seguidor de Jesus”, ou “procurador de Jesus”.

Contudo, posso apostar todos os meus ideais para defender que nenhum deles sequer chegaria a pensar no “meu candidato”.

Antes de nomeá-lo (até com certa repugnância e inquietação), vou expor as bases do meu pensamento. Acredito que alguns irão concordar; outros indubitavelmente irão me odiar.

Leia atentamente as seguintes características do candidato a novo messias, e veja se não há uma concordância em vários pontos com as virtudes atribuídas à figura de Cristo: artista talentoso, de admirável inteligência, dominador notável das palavras, poderoso formador de opinião, conhecedor profundo de técnicas de expressão corporal e controle de público. Não obstante, adotou o cristianismo como sua religião “oficial”, pois contava com total apoio da Igreja Católica e seus membros deliqüescentes.

Mas nem só de qualidades é composto um “homem santo”, portanto enumero alguns “defeitos”: esse novo messias também foi (more…)

Blog no WordPress.com.