Revendo a Religião

19/12/2013

“Segura na mão… do Demônio”

Filed under: Sem-categoria — jorgesneto @ 12:40 pm
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“Por isso eu digo a você: Deus está morto, o demônio está morto. A morte deles é muito necessária para você estar vivo. Se eles estiverem vivos, você está morto; está aprisionado de ambos os lados.”

Osho

 

 Deus está em todas as coisas. Sua confortante e agradável companhia se faz presente em todo e qualquer local, quer ele seja um longínquo e inóspito terreno glacial ou o banheiro ao lado do seu quarto. A sublime aura de paz e tranqüilidade que emana de sua figura benévola e irretocável tem o poder de atingir tudo e todos, ungindo com a pureza de suas bem-ditas palavras aqueles que padecem sob seus cuidados.

 Que figura tocante, piedosa e reconfortante é Deus! Lendo o parágrafo acima você certamente consegue adentrar, quer seja por alguns ínfimos segundos, em uma esfera de calor e ternura, como se conseguisse atingir um local tão aprazível quanto o útero materno. (more…)

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18/07/2011

A Multiplicação do Nada

Ao nos depararmos com alguma explanação alicerçada em um único e indivisível conceito ideológico, criamos uma cadeia de raciocínios lógica fundamentada no princípio da indissociabilidade: a construção racional provinda do conceito exposto deve admitir tão somente um único resultado, imutável, que de modo algum permita a criação de soluções alternativas ou parciais. A “verdade”, portanto, é uma só.

As religiões tentam seguir a premissa da verdade soberana: julgam irretocáveis seus princípios falaciosos, pregam que suas idéias são unas, indissolúveis, superiores a qualquer julgamento humano. O conceito de religião procura promover sua risível “onipotência”, pois sob o prisma religioso não há nada a retocar entre os dogmas e regras usados covardemente como escudo anti-realidade: Deus simplesmente É, a igreja simplesmente É, e nada pode ou deve ser dito contra tamanha afronta ao raciocínio lógico.

Entretanto, uma pergunta surge na mente numa velocidade vertiginosa: se as religiões são unas, se Deus é o todo de uma pluralidade indivisível, por que existem tantas igrejas com correntes “filosóficas” diferentes, ou até mesmo por que existem tantas subdivisões acondicionadas a uma mesma corrente, por assim dizer, filosófica (e aqui me refiro às Pentecostais, principalmente)? A resposta (more…)

16/04/2010

Ser Cristão

Liberdade. Esse belo vocábulo é mais do que um agrupamento de letras, é uma filosofia de vida. O embrião da humanidade teve sua história primitiva baseada na liberdade, embora com o decorrer dos anos, o conceito intrínseco na palavra veio sendo diminuído até assumir a mínima proporção de ideal inalcançável. Embora a liberdade possa ser considerada por muitos um devaneio utópico, consegue ainda se fazer presente em uma das principais escolhas que o homem pode realizar durante seu período de existência: pode-se escolher continuar livre ou condenar-se por opção.

A lógica irrefutável fornece um caminho único, reto, plano, sem contradições, uma viagem confortável ao interior da mente humana para podermos localizar a essência do homem e dela obter as respostas às perguntas que frequentemente não temos paciência para responder. No interior da mente humana podemos encontrar a resposta para tudo aquilo que nos cerca, desde que tenhamos a placidez de exercitar a habilidade do questionamento. Assim funciona a ciência, onde não se tem a resposta de tudo, mas constantemente há a procura para preencher essas lacunas.

Somos seres privilegiados, mas devemos fazer por merecer esse privilégio. Exercitamos esse dom quando (more…)

06/04/2010

Deus: um Bipolar

Filed under: Deus,igreja,religião — jorgesneto @ 4:06 pm
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“Precisa-se do deus mau tanto quanto do bom: afinal, não se deve a própria existência exatamente à tolerância, ao humanitarismo… Qual a importância de um deus que não conhecesse ira, vingança, inveja, escárnio, astúcia, atos violentos? […] Não se entenderia semelhante deus: para que ter um deus assim?” 1

Poucos são aqueles que sabem captar a verdade, mesmo que essa esteja convenientemente abscondida embaixo dos véus da ganância. Friedrich Nietzsche foi um desse poucos, pois trouxe um olhar racional, crítico, incisivo sobre a sórdida meia-verdade da igreja. Conseguiu enxergar o que outros apenas tateavam, em vão, no escuro de suas mentes: o deus paradoxal, supremo de si, o poço simultâneo de amor e ódio.

Como Nietzsche preconiza em seus escritos, deus, por essência, necessita ser ambíguo, afinal, não existe outro modo de adaptar uma criatura que pensa, chora, sente e reage como o homem às necessidades do próprio homem. O deus supremo, intocável, para ser aceito necessita (more…)

22/10/2009

Dos Dogmas Sobre Deus (parte 2)

A Unidade de Deus

“Não existe mais que um único Deus”

A frase supracitada fornece, em poucas palavras, um resumo rápido e de fácil compreensão acerca da manipulação dos povos, ao mesmo passo que incita a discórdia com outras fontes ideológicas, afinal, exemplificando-se, o Deus cristão não parece ser representado da mesma forma que o Deus hindu.

A unidade de Deus, como prega esse dogma, foi e sempre será uma arma de alcance ilimitado na mão dos pregadores do homem-invisível, pois não passa de um engodo que consegue “inocentemente” adentrar em qualquer sociedade contrária a tal ideia (mesmo que nem sempre amistosamente), mas que acaba tendo um efeito cruel e devastador.

Pare um momento e reflita: nos primórdios da humanidade, civilizações notáveis cobriam a superfície terrestre – povos esses que possuíam conhecimentos avançados de astronomia, matemática, geografia e várias outras ciências. O que esses povos apresentavam em comum? A resposta é simples: o politeísmo. Maias, astecas, incas, egípcios, celtas, alguns povos ameríndios, todas politeístas.

O instinto humano de atribuir significados incríveis para o desconhecido não é uma novidade, pois é esse o alicerce do politeísmo. A chuva, os rios, as marés, a lua, tudo era compreendido como algum incomum, mágico, supersticioso, gerando a formação de inúmeros deuses, um para cada evento fantástico, com inúmeros seguidores.

Agora imagine tentar manipular uma população onde cada mente tem seu próprio caminho – mesmo que cego e curto. Seria difícil, creio eu. Se o não cumprimento de uma determinada ação, por parte de um membro da sociedade, despertasse a ira de um Deus, mas o culpado não fosse temente a essa mesma entidade superior, o que aconteceria com a punição para tal afronta? (more…)

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