Revendo a Religião

05/04/2010

A (Verdadeira) Face de Cristo

Novas discussões acerca da legitimidade do Santo Sudário estão sendo erigidas. Recentes recursos tecnológicos buscam esculpir virtualmente a face daquele que muitos crêem ser o procurador terreno do todo-poderoso homem invisível, o messias que veio à Terra com o santo intuito de abocanhar mentes inertes para alicerçar o início de um império repugnante, desprezível, execrável.

O Santo Sudário, que não passa de um artefato fabricado pela própria igreja na Idade Média, pincela falsamente sobre um rico tecido de seda (ora, vejam, um pobre pregador, que renegou quaisquer riquezas, teve como última vestimenta um lençol do mais rebuscado tecido disponível!) os rascunhos de um homem que traria mais paz à humanidade se tivesse encarcerado seus ideais egoístas em sua mente perversa. As palavras proferidas por esse (more…)

22/10/2009

Dos Dogmas Sobre Deus (parte 2)

A Unidade de Deus

“Não existe mais que um único Deus”

A frase supracitada fornece, em poucas palavras, um resumo rápido e de fácil compreensão acerca da manipulação dos povos, ao mesmo passo que incita a discórdia com outras fontes ideológicas, afinal, exemplificando-se, o Deus cristão não parece ser representado da mesma forma que o Deus hindu.

A unidade de Deus, como prega esse dogma, foi e sempre será uma arma de alcance ilimitado na mão dos pregadores do homem-invisível, pois não passa de um engodo que consegue “inocentemente” adentrar em qualquer sociedade contrária a tal ideia (mesmo que nem sempre amistosamente), mas que acaba tendo um efeito cruel e devastador.

Pare um momento e reflita: nos primórdios da humanidade, civilizações notáveis cobriam a superfície terrestre – povos esses que possuíam conhecimentos avançados de astronomia, matemática, geografia e várias outras ciências. O que esses povos apresentavam em comum? A resposta é simples: o politeísmo. Maias, astecas, incas, egípcios, celtas, alguns povos ameríndios, todas politeístas.

O instinto humano de atribuir significados incríveis para o desconhecido não é uma novidade, pois é esse o alicerce do politeísmo. A chuva, os rios, as marés, a lua, tudo era compreendido como algum incomum, mágico, supersticioso, gerando a formação de inúmeros deuses, um para cada evento fantástico, com inúmeros seguidores.

Agora imagine tentar manipular uma população onde cada mente tem seu próprio caminho – mesmo que cego e curto. Seria difícil, creio eu. Se o não cumprimento de uma determinada ação, por parte de um membro da sociedade, despertasse a ira de um Deus, mas o culpado não fosse temente a essa mesma entidade superior, o que aconteceria com a punição para tal afronta? (more…)

22/02/2008

Religião: Um Mal Antigo

Filed under: alienação,ateísmo,história antiga,religião — jorgesneto @ 4:40 pm
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Há algum tempo, estava assistindo a um programa de televisão denominado “Cidades do Mundo Antigo”, no Discovery Channel. O programa retratava os hábitos de vida e um pouco da cultura de um povo chamado pelos estudiosos de Lambayeque (o local do estudo é famoso pelas “Pirâmides de Túcume”), o qual foi completamente dizimado após a chegada dos espanhóis ao Peru.

Voltando-se mais de quinhentos anos na história, poderíamos constatar que esse povo não foi o único a ser extinto pela jactância infindável dos conquistadores europeus, os quais traziam em suas “bagagens” tudo o que era necessário para conquistar povos brilhantes, de intelecto anos-luz a frente dos néscios europeus: a força bruta, a intenção de guerra e a palavra de Deus.

Estive lendo, tempos atrás, um livro denominado “O Livro Negro do Cristianismo”¹. Nessa obra, havia um capítulo inteiramente dedicado aos absurdos cometidos pela igreja no mundo moderno. Quando li as atrocidades praticadas pelos colonizadores, avalizados pelos primeiros jesuítas, fiquei perplexo, impotente e cabalmente aterrorizado.

Fala-se muito sobre o genocídio judeu cometido por Adolph Hitler e seus exércitos anti-semitas. Não só a igreja católica fez questão de se abster de qualquer meio de afrontamento aos nazistas como também cometeu ato de igual ou maior proporção na época da colonização sul-americana! Os colonizadores e “soldados de Jesus” gozavam de um sadismo que transpassava a barreira do grotesco, uma vez que as práticas de tortura eram comuns, compondo um cenário cotidiano de dor, desespero, prepotência e irracionalidade.

Não quero perder muito o objetivo principal dessa postagem, pois as barbáries cometidas na época da colonização certamente comporiam outro artigo, então, voltemos ao documentário do povo Lambayeque.

Segundo os estudiosos, centenas de pirâmides foram erguidas com o esforço sobrenatural dos locais, com o propósito de acolher os sacerdotes maiores, aqueles que realmente mantinham o controle dos demais membros da “tribo”. Havia uma crença politeísta, uma vez que era criado um “deus” para os vários fenômenos naturais, os quais obviamente não poderiam ser explicados com o conhecimento inerente à época.

O mecanismo de funcionamento dessa sociedade era um tanto quanto simples: as pirâmides eram erguidas para mimetizar as grandes montanhas, consideradas – conforme o ingênuo conhecimento dos habitantes locais – as moradas dos grandes deuses. Sendo assim, aquele que morava no alto da pirâmide era uma espécie de (more…)

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