Revendo a Religião

29/04/2010

Mais do Mesmo: Pedofilia

Há aproximadamente dois anos escrevi um artigo acerca do crime de pedofilia praticado por aqueles que alastram de forma epidêmica as palavras de um ser imaginário. Era, de fato, dificil escrever sobre algo que realmente desperta na mente de qualquer pessoa sã um sentimento crescente de revolta, de impotência e, principalmente, de incompreensão, afinal, é completamente impossível entender como uma pessoa adulta pode enxergar numa criatura ainda no estágio primeiro de seu desenvolvimento um apelo sexual, uma provocação intencional. Crianças são puras, inocentes, e vislumbrar nessa inocência uma oportunidade de satisfazer uma parafilia é mais do que uma doença, é um ato repulsivo, uma afronta aos costumes que, ironicamente, são defendidos cega e duramente pela mesma instituição que acoberta tal barbárie.

Os dias foram, um a um, riscados dos calendários, e sinceramente desejava não ter que ser novamente mobilizado a escrever algo sobre esse tema.

Mea culpa.

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30/01/2008

Revendo os Mandamentos: Última Parte

9. Não desejar a mulher do próximo.

Eis um mandamento que realmente os pregadores seguem à risca, principalmente os padres católicos, já que esses são cientes da existência de dezenas ou centenas de crianças indefesas em suas paróquias, prontas para serem aliciadas. Como há pobres almas para serem corrompidas, essa escória certamente não “perde seu tempo” desejando a mulher do próximo!

Desculpem-me pelo breve “momento de desabafo”, voltemos à discussão do nono mandamento.

Quero inciar a discussão desse penúltimo item do decálogo voltando aos primórdios da humanidade, utilizando o olhar cristão como estrada.

No grande começo da decadente humanidade, apenas um homem poderia ser encontrado vagando pelas planícies e planaltos. Esse homem solitário era Adão, fruto da fértil e indefectível imaginação do homem-invisível. O primeiro habitante do planeta foi feito à imagem e semelhança de seu criador, porém, paradoxalmente, devido a um “erro de projeto”, Adão foi submetido (more…)

02/01/2008

Pedofilia e Igreja

Filed under: crianças,igreja,padres,pedofilia,religião,Vaticano — jorgesneto @ 8:25 pm
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Como alguns devem saber (ou ao menos imaginar), a pedofilia é uma atrocidade que, diferentemente do que muitas pensavam, já ocorre por décadas dentre as “quatro paredes sagradas” da igreja (recuso-me a escrever igreja com “i” maiúsculo, não vejo motivos para isso). Certamente, como disse o Côn. José Roberto Silva, da Arquidiocese do Rio, a pedofilia não é algo “patognomônico” da igreja. Claro, o meu vizinho pode ser um pedófilo, seu primo distante pode ser um pedófilo, mas creio que nenhum deles (exceto aqueles que pregam “a palavra do homem-invisível”) considera-se o portador de mensagens divinas, o representante de um ser superior na terra, e aposto que nenhum deles utiliza desses artifícios para viver uma vida estrategicamente solitária, não no sentido de ausência de amigos ou quaisquer entes queridos, mas sim solitária de sentimentos inerentes aos humanos, como a libido, o prazer sexual, os “prazeres da carne”.

Agora, o que podemos pensar de uma pessoa como essa, – apta a preencher todos os critérios anteriores de “portador de mensagens divinas”, usuária de um poder ridiculamente concedido por outros que, como ele, pensam que através do domínio das grandes massa, o poder despejado nas veias da igreja aumentará em ritmo exponencial, permitindo um extermínio mental cada vez maior, e um saldo bancário idem – que utiliza então desse asqueroso poder para aproveitar-se de uma criança, de um corpo sem resistência, de uma mente incapaz de compreender ipsis literis o que está se passando naquele momento em que sua inviolabilidade é retirada com a mesma agressividade que se emprega para esfolar um animal abatido rumo ao açougue? Acho que monstro seria (more…)

31/12/2007

Imposição da Religão na Infância

Catequese. Doutrina. Retiro de jovens. Cultos de fim de semana. Colégio “religioso”.

Existem várias denominações para o que, particularmente, chamo de lavagem cerebral precoce, ou ainda, submissão a um pensamento coletivo errôneo para o qual a criança – muitas vezes ainda distante do ponto em sua vida em que passará a discernir o óbvio do duvidoso – não está preparada, pois o seu ponto alto de desenvolvimento intelectual está verdadeiramente a décadas de distância. Impor a religião, então, é como literalmente “por o doce na boca da criança”

Reflita comigo: você é uma criança de, digamos, 8 anos de idade, que de repente encontra-se em um lugar onde dizem que existe alguém invisível, lá no alto, nos céus, que vê tudo o que você faz, e que exige que você cumpra determinadas regras, porque senão, quando você “for para o céu”, na verdade, será julgado e irá descer para um lugar muito feio, e lá haverá alguém realmente mau, que vai te fazer sofrer pro resto da vida.

Sinceramente, sendo essa criança, não pensaria duas vezes em obedecer ao que o senhor vestido de preto com colarinho branco estaria a me dizer (ou seja lá qual for a vestimenta que ele estiver usando). Claro, uma criança não sabe interpretar o que lhe é dito tal qual um adulto (infelizmente, muitos deles até hoje não aprenderam), então qual alternativa senão a obediência? Uma criança não saberia retrucar para o senhor-vestido-de-preto-com-colarinho-branco algo como: (more…)

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