Revendo a Religião

29/04/2010

Mais do Mesmo: Pedofilia

Há aproximadamente dois anos escrevi um artigo acerca do crime de pedofilia praticado por aqueles que alastram de forma epidêmica as palavras de um ser imaginário. Era, de fato, dificil escrever sobre algo que realmente desperta na mente de qualquer pessoa sã um sentimento crescente de revolta, de impotência e, principalmente, de incompreensão, afinal, é completamente impossível entender como uma pessoa adulta pode enxergar numa criatura ainda no estágio primeiro de seu desenvolvimento um apelo sexual, uma provocação intencional. Crianças são puras, inocentes, e vislumbrar nessa inocência uma oportunidade de satisfazer uma parafilia é mais do que uma doença, é um ato repulsivo, uma afronta aos costumes que, ironicamente, são defendidos cega e duramente pela mesma instituição que acoberta tal barbárie.

Os dias foram, um a um, riscados dos calendários, e sinceramente desejava não ter que ser novamente mobilizado a escrever algo sobre esse tema.

Mea culpa.

Os padres pedófilos continuam impondo seu reinado de terror, reduzindo a meras ilusões – metas fictícias – os caminhos normais que uma criança almeja seguir quando de seu amadurecimento. Esse crime, além de corromper no sentido físico, vai muito além no campo psicológico, já que uma criança abusada sexualmente é brutalmente inserida num mundo no qual não estava ainda apta a ingressar, tendo, então, que subitamente lidar com atos e ações próprios dos adultos, além de sentimentos conflitantes que não devem estar presentes na mente de indivíduos em tão tenra idade. Ao ser violentada, a criança deixa de transferir para os adultos uma imagem protetora, heróica, pois agora não vê mais nele um porto-seguro, mas sim uma fonte inesgotável de brutalidade, pânico, desespero.

Por mais irônico que possa parecer, as crianças são criadas num ambiente onde prevalece a fé cristã, dirigida a elas por seus pais e, principalmente, pelos religiosos. Desde cedo aprendem a temer a Deus (“temer”, não “amar”), seguir os preceitos de uma “filosofia” falha, orar em troca da salvação (sempre questiono quantos pecados uma criança crismada pode ter…) e, principalmente, a ver no padre o sinônimo de Deus, o mensageiro piedoso, poderoso, inquestionável. Se ensinássemos às crianças que padres nâo passam de pessoas comuns, e, como tais, passíveis de falhas, deixaríamos de criar uma aura de impunidade ao redor da igreja e de seus criminosos. Como o que é ensinado é o total inverso, os padres acabam sendo protegidos pela instituição desprezível da qual são membros e também por vários membros da sociedade, que simplesmente não cogitam a possibilidade de um “homem santo” ser na verdade um demônio (exemplo prático de que o “céu” e o “inferno” são conceitos inerentes ao homem, não ao extraordinário), um destruidor de vidas.

A pedofilia dentro da igreja jamais acabará, e a esse fato são atribuídos diversos fatores, tais como o celibato forçado (que nega, por excelência, a natureza humana), a inatingibilidade legal do alto clero, o fluxo contínuo, infelizmente, de crianças que continuarão frequentando as casas dos embustes, e, principalmente, a conivência da igreja para com os padres pedófilos.

Nâo obstante, a própria igreja tenta se livrar do peso insuportável da culpa, dizendo que a pedofilia é vinculada tão somente ao homossexualismo! Ora, por favor, além de se eximir da culpa, a igreja ainda tem a audácia de botar a culpa num grupo de indivíduos que, por divergirem dos preceitos cristãos, já são suficientemente hostilizados! Se o caminho para Deus passar por toda essa podridão, reserve suas passagens para o Inferno, você sairá no lucro!

Fascínoras como o “Padre Dé” merecem pena de morte. Matem-no, deixem-no encontrar pessoalmente seu Deus hipócrita. Afinal, por que temer? O reino dos céus não é a última e definitiva morada dos “bons cristãos”? Quem crê em Deus não deve temer sua fúria, e quem vive de pregar suas palavras não pode estar em local melhor do que “sentado à direita  de Deus-Pai, todo poderoso”!

Enquanto houver religiosos, a humanidade testemunhará várias histórias deprimentes como a da pedofilia. Talvez se o a famosa frase  de Jean Meslier¹ tivesse sido cumprida à risca, viveríamos em mundo melhor. Mas nem tudo é como deveria ser. Inclusive a religião.

¹”A Humanidade só estará livre no dia em que o último Rei morrer enforcado nas tripas do último padre.”
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4 Comentários »

  1. Comentario…

    [..]Articulo Indexado Correctamente[..]…

    Trackback por Trackback — 30/04/2010 @ 4:15 pm | Responder

  2. Este blog deve ser do seu interesse:

    http://www.ktreta.blogspot.com/

    Comentário por JPX — 16/05/2010 @ 10:25 pm | Responder

  3. http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI1027786-EI1141,00.html

    Comentário por luiza — 10/09/2010 @ 10:14 pm | Responder

  4. A CPI da pedofilia no brasil é coisa séria?
    E se um dia, o Vice presidente da república Michel Temer decida presidir uma CPI de pedofilia, daria para acreditar nesta CPI?
    Diga não a pedofilia!
    Diga não ao PT.

    Comentário por luiz — 04/05/2011 @ 6:43 pm | Responder


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