Revendo a Religião

15/05/2008

O Novo (Anti) Cristo

Um questionamento despontou em minha mente: se Jesus Cristo, pregador afincado, exímio político e controlador de grandes massas populacionais submissas de fato existiu, é aceitável que em mais de dois mil anos algum outro pregador conseguiria reunir características semelhantes, ou até mesmo, de certo modo, superiores.

Então, quem seria esse novo messias, essa nova criatura tocada pelo homem-invisível? Um papa, um pastor, talvez um missionário ou um novo santo?

Não, nenhum desses.

Certamente, qualquer cristão encontraria uma (falsa) dificuldade em achar um substituto para o “senhor Jesus”, mas creio que também conseguiriam enumerar vários candidatos que poderiam receber o título de “seguidor de Jesus”, ou “procurador de Jesus”.

Contudo, posso apostar todos os meus ideais para defender que nenhum deles sequer chegaria a pensar no “meu candidato”.

Antes de nomeá-lo (até com certa repugnância e inquietação), vou expor as bases do meu pensamento. Acredito que alguns irão concordar; outros indubitavelmente irão me odiar.

Leia atentamente as seguintes características do candidato a novo messias, e veja se não há uma concordância em vários pontos com as virtudes atribuídas à figura de Cristo: artista talentoso, de admirável inteligência, dominador notável das palavras, poderoso formador de opinião, conhecedor profundo de técnicas de expressão corporal e controle de público. Não obstante, adotou o cristianismo como sua religião “oficial”, pois contava com total apoio da Igreja Católica e seus membros deliqüescentes.

Mas nem só de qualidades é composto um “homem santo”, portanto enumero alguns “defeitos”: esse novo messias também foi um ditador intolerante, prepotente, alienado, responsável por um dos maiores genocídios da história. Criou campos de concentração, submetendo pobres seres a condições sofríveis, impondo situações cotidianamente degradantes e torturas inimaginavelmente dolorosas e intermináveis… Devido ao sentimento excessivo de revolta, melhor interromper aqui as características do “novo Cristo”!

Você consegue negar que, de certo modo, Jesus Cristo e Adolph Hitler constituem basicamente a mesma figura perante os olhares gananciosos da Igreja? Se você consegue, irei persuadi-lo do contrário.

Hitler exterminou, fazendo uso de seus exércitos vorazes, aproximadamente seis milhões de pessoas. Compare esse número ao contingente de pessoas massacradas em nome da cruz divina. Os números serão semelhantes, se não inferiores. Tanto Hitler quanto os cruzados gozavam de uma suprema proteção divina, a qual fornecia combustível para as incessantes máquinas humanas de extermínio em massa.

Que Deus misericordioso!

Jesus Cristo, o filho desse ser extremamente benevolente e misericordioso, sempre pregou o ódio, porém, fantasiando-se as palavras, denotando-lhes grafias agradáveis aos olhos e significados por vezes contestáveis, essas ações passam despercebidas aos olhos mais desatentos, quando se lê “o livro dos livros”. Caso essa premissa fosse falsa , a figura imaginária de Deus não demonstraria uma necessidade constante de fracionamento entre três grandes religiões conflitantes…

Diz-se que Pôncio Pilatos “lavou as mãos” perante a (inexistente) crucificação de Cristo. O que dizer então de um judeu que engendrou na perseguição aos seus semelhantes? Sim, o mais fácil é usar do silêncio para evitar que, assim como numa prisão em flagrante, “as palavras possam ser usadas contra” o indivíduo aprisionado.

Hitler encontrou nas obras de Cristo uma fonte de inspiração. Tanto que, para aproveitar ao máximo as idéias de seu precursor, o ditador alemão determinou o cristianismo como religião oficial do Terceiro Reich. Uma busca a qualquer livro (imparcial) de história irá comprovar o que digo. E a Igreja, o que fez? Será que os eclesiásticos entenderam o plano segregador alemão como uma afronta aos direitos humanos, ou talvez como uma incitação indireta da presença de Satanás (!) na Terra?

Não, nada semelhante.

Os principais alvos do nacional-socialismo alemão eram, como se é amargamente sabido, os judeus. Os principais inimigos da Igreja Católica são – adivinhem! – os judeus, seguidos talvez pelos muçulmanos.

“O que se faz com quem é inimigo do seu inimigo?
Faz-se desse seu amigo”.

Atendendo às suas necessidades constantes e intermináveis de agregação de fiéis e aumento exponencial dos lucros, a Igreja nada fez perante o período negro da história onde se fez vigente o regime nazista. Abster-se perante uma situação caótica como o regime ditatorial nacional-socialista alemão, sendo que havia uma possibilidade plausível de intervenção, resultando talvez na interrupção da barbárie, é o mesmo que apoiar veementemente o genocídio judeu.

Desculpas já foram proclamadas, até mesmo pelo atual Papa Bento XVI. Um tanto quanto atrasadas, a meu ver. Se porventura o Papa Pio XII não tivesse feito uso de uma “amaurose voluntária”, as desculpas hoje talvez não fossem necessárias. Entretanto, tudo o que igreja pode hoje fazer é lamentar com falsas lágrimas uma atrocidade avivada pelo sentimento sujo de superioridade cristã.

Pergunto-me o que o todo-poderoso poderia ter repassado aos cochichos com o papa Pio XII. Sob o ponto de vista dos cristãos submissos, mas ainda dotados de um singelo resquício de racionalidade, creio que o monólogo divino encorparia em seu teor algo como “Tu me envergonhaste, não serás mais digno do teu cargo na Terra, minhas palavras não mais serão repassadas através de tua boca”.

Sob o ponto de vista dos membros do alto clero, o dito seguiria algo semelhante a isto: “Continue tua obra, pois assim o Céu continuará repleto de cristãos, enquanto o Inferno ficará cada vez mais sobrecarregado de judeus. Só o cristianismo salva, e somente ele deve prevalecer”.

Eu teria vergonha de ser cristão.

Muita vergonha.

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8 Comentários »

  1. http://nobeliefs.com/nazis.htm

    Comentário por Ateu — 02/06/2008 @ 1:59 pm | Resposta

  2. Agradeço o link postado e recomendo a todos que visitem o site em questão como complementação do artigo exposto.

    Comentário por jorgesneto — 04/06/2008 @ 12:43 pm | Resposta

  3. Puta merda, colocar Hitler como novo Cristo, apelou, hein?!
    A Igreja pelo menos inventa uma “estória” de Cristo como sendo uma pessoa que pregava a paz, a harmonia, o amor…. quase igual ao hitler, né?
    O cara até pode ter seus méritos pelo domínio da oratória, o poder de persuadir a alemanha inteira, mas não é inteligente alguém que desconhece totalmente de genética, que prega por uma única raça quando é a mistura delas que torna a humanidade mais forte, alguém que manda perseguir e matar pessoas por motivos estúpidos, banais e totalmente reprováveis!
    Não creio na existência de Cristo e nem vim aqui defendê-lo! Se ele existiu, foi um grande político, hábil com as palavras, talvez até alguém que morreu por sua ideologia, por tentar fazer a coisa certa. Acredito que haja inúmeros “jesus cristo” andando por aí, mas me recuso a aceitar que Hitler seja um!

    Comentário por Karlinha — 09/06/2008 @ 4:31 pm | Resposta

  4. O sentido da vida
    A vida só tem sentido, quando não é, em si mesma, a razão principal. Viver é bom. Tem cabimento o amor à existência.
    O Código Penal estabelece a vida como o maior bem protegido pela Lei. É anormal desejar a morte. Mas a vida não pode ser um fim em si mesma e não é possível entender-se o viver por viver, simplesmente. Sem dúvida, ela deve ser o meio de realizar-se antes de tudo o bem e, assim, ela passa a ocupar até uma posição secundária nos objetivos a serem alcançados. Herói é aquele que, entendendo isto, caminha com segurança para o fim proposto, indiferente ao fato de perde ou não a própria vida.
    O Cristo que eu prego não está preso a sua concepção errônea de Salvação,cura,libertação, educação, transformação interior do homem e muito menos politica, nunca fale do que vós não conhece ou domina, quanto a falácia tu precisas melhorar muito até para ser um bom ateu tem que conhecer a vida de Cristo. Homem que só por ter existido já muda a concepção de vida, Deus te abençoe e cale a tua boca e te ensine a crer em um verdadeiro DEUS.

    Comentário por Carlos Mendonça — 12/10/2008 @ 12:46 pm | Resposta

  5. meu caro amigo…fico extremamente triste c esta tua opinião!!é uma pena lamentável uma pssoa ter estes pensamentos ignorante e sombrios sobre Deus e aos cristãos!!minha mensagem é:LEIA MAIS,BUSQUE MAIS INFORMAÇÕES PORQ TUAS INFORMAÇÕES E PENSAMENTOS SÃO TÃO POBRES QTO A DE HITLER!!mas é isso NEM CRISTO AGRADOU A TODOS!!!!POR ISSO HÁ TANTA GENTE POBRE D ESPÍRITO FALANDO BOBAGEM A ALGO Q TEM PODER MUNDIAL DE LEITURA Q É A INTERNET!!!SINTO MUITO E BOA SORTE NO ARREBATAMENTO!!!

    Comentário por PATRICIA — 10/11/2008 @ 11:44 am | Resposta

  6. mano tu ta fazendo a maior merda da tua vida falando isso te arrepende agora pq se jesus voltasse agora vc ia pro inferno sofre junto com satanas e seus demonios entaum presta bem atenção ates de brincar com deus

    Comentário por matheus — 18/09/2010 @ 10:08 am | Resposta

    • Caro Matheus;

      Primeiramente, gostaria que todos os comentários nesse blog respeitassem uma simples “regra de convivência”: não utilizar palavras de baixo calão.

      Matheus, permita-me fazer uma pergunta: se eu não creio em Deus, Jesus e demais invencionices humanas, por que haveria de temer uma “revolta” desses entes fabricados? Ateus, como eu, não creem em Deus, em Satanás, em anjos e demônios: creem apenas no raciocínio, na lógica (é desnecessário dizer que a punição provinda de “Deus” seria mais uma prova contundente de que a estória por trás desse invenção é totalmente falha, afinal, “Deus” é a prova suprema da benevolência e do perdão ou é um punidor sádico?).
      Eu tenho o direito de brincar com o seu Deus sim! Você sabe por quê? Porque esse mesmo Deus fabricado brinca com a vida de milhões de pessoas! O seu Deus brinca com o povo quando promove guerras santas, ou mesmo quando entope a mente de fieis com falsas promessas e obrigações severas. Perceba que são brincadeiras um pouco mais “sádicas” do que as minhas, certo?
      Sinceramente, quem deveria temer algo é você: você deveria temer essa terrível ignorância racional que acerca a sua mente.
      Agradeço o seu comentário, sinta-se à vontade para tecer a sua réplica.

      Comentário por jorgesneto — 19/09/2010 @ 8:21 pm | Resposta

  7. Não é opinião q vai salvar alguem ! mais a simples fé q Cristo Jesus é o Senhor! vcs tem o seu livre arbítrio para escolher!quem convense não sou eu, o Espirit

    Comentário por jonas — 14/10/2012 @ 11:23 am | Resposta


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