Estive, há algum tempo, lendo uma matéria sobre o novo superacelerador de partículas, denominado LHC (Grande Colisor de Hádrons, traduzindo-se a sigla do inglês). O experimento tem por intuito recriar um ambiente semelhante àquele encontrado após o “Big Bang”, fenômeno que serve como alicerce para as teorias que almejam explicar a origem do universo.
Esse é um experimento de magnitude incalculável, que pode talvez consistir no maior experimento já realizado pelo homem (e para o homem). É dirigido por cientistas brilhantes, homens de intelecto venerável, os quais buscam encontrar nada mais do que a verdade (ou algo que dê as coordenadas em direção à mesma). Mesmo assim, pode-se dizer que esses homens podem estar errados.
Afinal, como alguém pode ter extrema certeza do que fala, quando o teor do discurso é baseado em assuntos que deixam margem à discussão? Não vejo possibilidades, pois teorias são – como o próprio nome já diz – “teorias”, especulações de uma verdade ainda intocada pela certeza da definição incontestável. Princípios como a da irrevogabilidade e da imutabilidade são, então, inutilizáveis, uma vez que haveria um evidente conflito de idéias!
Partindo-se do princípio que especulações não podem receber o título de imutáveis, pergunto-me: como que a Igreja Católica conseguiu (mais…)